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OS MILITARES NÃO ENTENDERAM O BOLSONARISMO, O OLAVISMO E O FENÔMENO DO COMPORTAMENTO POLÍTICO NAS MÍDIAS SOCIAIS

OS MILITARES NÃO ENTENDERAM O BOLSONARISMO, O OLAVISMO E O FENÔMENO DO COMPORTAMENTO POLÍTICO NAS MÍDIAS SOCIAIS

Não

Paulo G. M. de Moura – Cientista Político

“O que elegeu o Bolsonaro não foram os militares,  foi a ideologia.”

Ministra Damares Alves – Gazeta do Povo – 09/03/2019.

 Na atividade política como na atividade militar o sucesso é resultado de estratégias bem aplicadas. Estratégias bem aplicadas são resultados de diagnósticos bem feitos do teatro de operações, na linguagem militar e da conjuntura política, na linguagem política.

A primeira tarefa da análise política após o encerramento de uma eleição é entender as razões e circunstâncias do seu resultado. Vale para o vencedor; vale para os perdedores. É essa análise que orientará a ação nos momentos seguintes. Por que Bolsonaro venceu?

Fenômenos sociais e políticos jamais resultam de causas únicas e analistas dificilmente chegarão a algum consenso nesse debate. Portanto, não há razão para temer avançar minha análise:

1 – A conjuntura econômica: 20 milhões de desempregados e subempregados são números que falam por si sobre o estrago que o petismo causou na economia brasileira. Poderia gastar parágrafos sobre a destruição de riquezas, fechamento de empresas, etc., mas, vou poupá-los da redundância.

2 – A corrupção e a falência da velha política: Se somarmos os anos de Mensalão e Petrolão, caros leitores, há quanto tempo assistimos o Jornal Nacional mostrar aquele enorme tubo de esgoto jorrando o dinheiro roubado dos nossos impostos e as manchetes de todos os veículos da imprensa repetindo escândalos de corrupção? Mais uma vez vou poupá-los da redundância.

3 – A saturação com a avalanche da imoralidade midiática: A sociedade brasileira é majoritariamente conservadora. No entanto, vem sendo torturada sistematicamente pela mídia, notadamente pela programação da Rede Globo, por uma programação que agride esses valores e tenta impor a moral de uma minoria à maioria do povo brasileiro. Ao longo dos treze anos de governo petista, esse tipo de prática tornou-se política pública de modo que mídia e governo aliaram-se para impor à população uma agenda de valores que a contrariava. Saturou.

4 – Um movimento cívico de massas, majoritariamente composto por um classe média instruída, que se politizou rapidamente na luta pelo impeachment de Dilma Rousseff e a campanha de Bolsonaro, assumiu sua face liberal-conservadora; não tem vergonha de se assumir de direita e segue vivo, ativo, vigilante, mobilizado, intolerante para com desvios morais e sedento de conhecimento teórico para subsidiar suas ações.

5 – Um ideólogo conservador (Olavo de Carvalho, óbvio), formulador de um pensamento político sistêmico consistente (sem contestador à altura do campo adversário), líder de um grande movimento nacional composto por seus alunos-ativistas espalhados por todo o país, atuantes nas mídias sociais e com forte influência sobre todo o movimento cívico citado no item 4.

6 – Um líder político de massas, com uma inteligência não reconhecida pelos analistas mainstream e com uma sensibilidade política apurada para a pulsação desse povo e de todos os fatores acima combinados; e, por fim;

7 – O enfant terrible, Carlos Bolsonaro, o gênio das mídias sociais, inseparável do pai, o estrategista vitorioso da campanha presidencial que contrariou tudo e todos, jogou todos os manuais tradicionais de marketing político no lixo e venceu. Não me surpreenderei, se junto a Carlos, estivesse atuando Felipe Martins, analista político brilhante, que, um ano antes do pleito, num programa de vídeo do canal Infomoney, antecipou o resultado da eleição, do primeiro ao quarto colocado.

E os militares?

E os militares nada senhoras e senhores. Os militares sempre desconfiaram e desdenharam de Bolsonaro até que o General Heleno, o mais paisano dos generais, lançou a cabeça de ponte e começou a aproximação tardia.

E a candidatura a vice-presidente do General Mourão. Acreditem ou não foi quase obra do acaso. Depois de descartado nome de Janaína Paschoal, até a undécima hora da madruga do prazo final para inscrição da chapa no TSE, o nome que estava lá registrado era o do Príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança. Por razões que algum dia a história irá revelar, ocorreu essa misteriosa substituição.

Segundo a imprensa, há hoje cerca de cem militares alojados em postos-chave no governo, e, exceto o ministro Onyx, todos os demais cargos no Palácio do Planalto são ocupados por Generais. Algo de errado ou ruim nisso? Não; pelo contrário. O povo votou em Bolsonaro desejando isso.

Em primeiro lugar, antes de serem militares, por debaixo da farda deles há cidadãos brasileiros como quaisquer outros. Em segundo lugar, as Forças Armadas brasileiras são a única, repito; ÚNICA, instituição brasileira que não se prostituiu como instituição. Há militares corruptos. Há. O ser humano é corruptível. Mas, são raras exceções e se descobertos são devidamente punidos pela própria instituição. Os militares têm noção republicana de separação entre público e privado, visão de longo prazo; capacidade de planejamento e espírito de sacrifício pela Nação. E têm sabido conter os arroubos corporativos de seus comandados (assim espero), num momento em que assim se faz necessário.

Desde que o presidente Bolsonaro se elegeu, no entanto, qual é a grande paranoia da esquerda e da mídia? A mudança na Constituição. Bolsonaro precisa ser contido. Bolsonaro precisa conter seus radicais. Bolsonaro precisa ser afastados dos filhos. Ernesto Araújo, Damares Alves e Vélez Rodrigues são os ministros ideológicos nomeados por Olavo de Carvalho e pelos evangélicos. Bolsonaro se elegeu criticando a ideologização do PT, mas só trocou de sinal, deveria fazer um governo técnico. Os militares deveriam tutelar Bolsonaro. E blá, blá, blá. Previsível.

O que não seria previsível é os militares se deixarem seduzir por esse canto da sereia. Para quem tem na natureza da profissão a condição de estrategistas os nossos generais não estão entendendo nada. A começar pelo general Mourão.

Senhores generais, essa moça de vermelho girando a bolsinha aí à beira do Igarapé não é de família. As moças de família com as quais vale a pena casar estavam todas de verde e amarelo nas ruas do Brasil lutando pelo impeachment da Dilma e pela eleição do presidente Bolsonaro. Todas já leram “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota” do professor Olavo. O professor nem sempre tem razão; mas, certamente entende de política. Assim como o presidente Bolsonaro é um gênio intuitivo e Carlos Bolsonaro um gênio das mídias sociais. O presidente e seu filho erram. Claro. Até generais erram. Às vezes…

O presidente Bolsonaro não pode, não deve e não vai romper com sua base eleitoral conservadora, simplesmente por que ela é a razão e o alicerce da sua vitória e da sustentação do seu poder. Se atendesse o que pede a mídia e os generais que o cercam o presidente se transformaria num eunuco político.

A legitimidade do poder e da autoridade desse governo deriva da liderança do presidente Bolsonaro. Aliás o próprio presidente Bolsonaro precisa se convencer disso. Nesse governo Bolsonaro é Marechal; não é soldado em pé de igualdade com o General seu vice. É o Comandante em Chefe das Forças Armadas e todos lhe devem subordinação por determinação Constitucional.

Mas, não é disso que estou falando senhores generais. Estou falando de Ciência Política. De entender a natureza do poder, da autoridade e da legitimidade de um líder eleito em função da conjunção de fatores elencados no início desse artigo. Entendam isso, ou os senhores seguirão tomando baile de política de quem entende do ramo.

No meio conservador a imagem dos nossos generais está bastante prejudicada. Se os senhores não sabem disso convém ter uma conversa séria com seus oficiais de informações, pois eles estão preocupados em olhar apenas para um lado do teatro de operações, supondo que o lado de cá está automaticamente alinhado com os senhores.

Termos e expressões como positivistas, covardes, cooptados por globalistas, infiltrados por esquerdistas e outros não publicáveis são comuns em rodas de conversas pessoais e grupos de Whatsapp de Olavistas e conservadores quando se referem aos senhores que parecem imaginar, aí de dentro da war room, que têm nessa turma aliados incondicionais. Sinto informá-los senhores, está na hora de trocar seus sistemas de radares.

O General Mourão recebeu mídia training e virou o queridinho da mídia. Nada contra. Desde que não se esqueça de que só é vice-presidente por obra e graça de Bolsonaro e sua base política. Foi por isso que passou a ser admoestado pelos conservadores que elegeram Bolsonaro ao ser percebido com alguém com aspirações políticas além dos limites do cargo. Talvez não fosse a intenção, mas assim foi percebido e pagou o preço do erro. Corrigiu-se parcialmente. Mas, segue dando declarações públicas “esquerdistas”.

Tornou-se simplesmente impossível defender o General Mourão nos meios conservadores depois de ele emitir declarações abortistas, desarmamentistas, em defesa da presença Ilona Szabó no Conselho Penitenciário do Ministério da Justiça e outras do gênero. Desconfio que o general não conquistou nenhum coração esquerdista. Tenho certeza que queimou totalmente o filme com as moças direitas.

Como os senhores acham que os conservadores se sentiram ao se depararem com o nome do General Floriano Peixoto e com fotos do General Santos Cruz em eventos institucionais postados na página do Instituto Igarapé, financiado pelo capeta globalista mor, George Soros, rapidamente retirados após a avalanche de pressão para que o Ministro Moro revogasse a nomeação dessa moça de vermelho para um conselho no seu ministério?

O mesmo acaba de repetir-se na disputa intestina de poder dentro do MEC na qual o Olavismo mostrou todo o seu poder de fogo nas redes para remover do cargo o coronel aviador Ricardo Roquetti, que o próprio Olavo de Carvalho se diz arrependido de ter apresentado à deputada Bia Kicis. Ricardo Wagner Roquetti entrou em rota de colisão com outro aluno do professor e terminou removido do cargo pela absoluta impossibilidade de responder à carga de ataques que recebeu. Até prova em contrário nada há que desabone a carreira do coronel a não ser o fato de que foi vítima de uma guerra de versões que visava removê-lo do cargo. Nada se  confirmou contra ele. Sequer o propalado expurgo dos Olavistas do MEC, que se resumiu ao pedido de demissão de apenas um Olavista, conforme admitiu o próprio Olavo de Carvalho. A Lava Jato do MEC prossegue aos cuidados da PF e do MP. Aparentemente, o coronel, assim como os senhores generais, subestimou os “aliados” e teve sua reputação vitimada.

O presidente Bolsonaro deu vários sinais sobre o que orienta suas decisões políticas de que não hesita em seguir seus liderados e em preservador seus laços com Olavo de Carvalho. Incialmente o Olavismo era tido com um grupo de poder secundário no governo. Nunca foi. E, vai ficando claro que o poder do Olavismo deriva de sua relação direta com o presidente e da sua capacidade de influenciar o Bolsonarismo nas mídias sociais.

Bolsonarismo e Olavismo não são a mesma coisa. Se pudermos fazer uma analogia com a esquerda, com o perdão da heresia, o Olavismo é uma espécie de movimento de vanguarda e o Bolsonarismo um movimento de massas. Observe-se que, diferentemente do caso, da esquerda, usei o conceito de movimento e não de partido nos dois casos. Talvez, se esses dois fenômenos evoluírem para a condição de um partido conservador orgânico na esteira de um eventual sucesso econômico desse governo a esquerda venha a amargar um longo período de distância do poder.

Logo no início desse governo, questionando as declarações do presidente críticas à China, o General Mourão, citando Maquiavel, afirmou que: “quando não se pode vencer um inimigo o correto é aliar-se a ele”. Pois bem, além das virtudes republicanas já citadas anteriormente, os militares possuem excelente preparo e concepção da gestão pública e são capazes de se apropriar rapidamente das regras que orientam a burocracia civil do setor público. O Olavismo, por seu turno, tem uma força crítica inovadora que precisa se traduzir em políticas práticas para dentro da burocracia e da gestão.

Hora de mandar emissários à Virgínia senhores Generais. O que está faltando é uma aliança capaz de juntar as duas coisas. E aqui a crítica vale para os dois lados. Se os militares precisam absorver a crítica que ocupa a maior parte das preocupações desse artigo, por outro lado, o Olavismo precisa evoluir da crítica para a apresentação de propostas concretas que ofereçam sentido e rumo para o que querem mudar nessa burocracia. E o MEC é o mais estratégico espaço onde o Olavismo pode provar a que veio. Muito embora, a essa altura seja difícil saber quem herdará o ministério após o conflito que lá ocorre.

 

 

 

 

 

 

 

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Cientista Político e Produtor de cinema e vídeo.