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QUEM BOTAR MAIS POVO NA RUA SERÁ PRESIDENTE

QUEM BOTAR MAIS POVO NA RUA SERÁ PRESIDENTE

Paulo G. M. de Moura – Cientista Político

O crescimento de Haddad nas pesquisas despertou atenções, temores e tensões no mercado e nos segmentos antipetista da sociedade. Há risco real de o PT vencer? Há. Mas, os vetores estruturais do processo histórico em curso no Brasil desde 2013 apontam para a derrota do petismo.

A última esperança dos segmentos do establishment que não querem nem Bolsonaro nem o PT é inflar Ciro Gomes como potencial adversário de Bolsonaro. O Datafolha publicado ontem veio nessa direção e, atrás do Datafolha vieram os comentaristas da GloboNews.

Analistas acadêmicos e comentaristas políticos da mídia insistem em olhar para números de pesquisa e especular sobre possibilidades mirabolantes movidas mais por seus temores e desejos do que pela objetividade analítica.

Tenho insistido aqui, e vou repetir: opinião pública não é estatística de pesquisa publicada. A formação da opinião pública é resultado do embate político real entre forças sociais mobilizadas em luta pela conquista das maiorias para apoiar suas visões de mundo e interesses.

Numa eleição esse processo é catalisado e politizado, explicitando o conflito e exacerbando a visibilidade das principais forças políticas nessa disputa. Os dois vetores centrais dessa dinâmica política no Brasil hoje são o petismo e o antipetismo.

Ciro Gomes representa uma oligarquia política tradicional do Nordeste e um partido que já foi forte no RS e RJ, mas que hoje é predominantemente nordestino. Consegue alguma penetração em outras regiões, mas está longe de dispor de poder de organização e mobilização comparáveis aos do PT e de Bolsonaro. Setores da mídia podem tentar fabricá-lo como “terceira via” entre Bolsonaro e o PT, mas, tudo indica, não há substrato político por trás dessa jogada para leva-lo ao segundo turno.

O PT tem a devida compreensão da importância da mobilização como fator central do processo de formação da opinião pública majoritária. Observe-se como não negligencia nessa frente. Seu foco, em toda a dinâmica da prisão de Lula e da exposição da candidatura fake do presidiário é; mobilizar, mobilizar, mobilizar. A todo custo, nem que seja pagando gente para gerar imagens artificiais e manter sua base na ilusão de que há povo por trás de Lula.

No entanto, ainda que o PT tenha essa visão e essa capacidade, é evidente que seu poder de mobilizar encontra-se infinitamente menor do que já foi no passado. Lula está preso; o PT está acuado pela Lava Jato; as forças sociais mais relevantes da nação estão contra o petismo; acabou o imposto sindical; a penetração do PT nas instituições e na mídia ainda é enorme, mas, sem o comando do Estado sua força encolheu e vem encolhendo.

Os percentuais de intenção de voto que Lula e o candidato do PT ostentam nas pesquisas se sustentam em dois pilares. Por um lado, uma militância messiânica desesperada por recuperar empregos na máquina pública; a minoria. Por outro, uma enorme base social no Nordeste e segmentos populares que vivem da nostalgia do consumo do auge do lulismo; a maioria. Esse segundo segmento, pelas características de uma cidadania de baixa qualificação, não apresenta condições de se constituir em vetor de ondas de opinião. Pelo contrário, são mobilizáveis em ondas eleitorais apenas com últimos vagões de um trem que precisa de uma poderosa locomotiva.

Num contexto de polarização como o que vem se configurando, não é de todo improvável que o PT consiga mobilizar segmentos da esquerda dos grandes centros urbanos que temem um governo Bolsonaro. No entanto, as evidências empíricas demostram que mesmo nesse contexto, o poder de mobilização de Bolsonaro é muito, mas muito superior.

Que evidências empíricas? Amparo-me em todo o processo de mobilização social que desembocou no movimento do impeachment de Dilma Rousseff e no poder de mobilização da base de Bolsonaro.

Em 2013 emergiram as manifestações sem rumo, mas que expressavam o extravasamento de um sentimento represado de insatisfação com o petismo. A eleição de 2014 tratou de politizar esse movimento e de colocar Dilma e o PT no centro do alvo. A cavaleiro do aparelho do Estado e praticando todo o tipo de fraude, o petismo elegeu Dilma. Por pouco; muito pouco.

No campo oposto temos Bolsonaro. Desnecessário evidenciar seu poder de mobilização espontânea. Basta ver os vídeos de sua campanha anteriores ao atentado e seu poder de fogo imbatível, descentralizado e voluntário nas mídias sociais.

Quem conhece os movimentos de rua que protagonizaram o impeachment sabe que hoje a esmagadora maioria das lideranças que puxaram aquelas mobilizações, exceto talvez pelo VPR que ainda resiste com Amoêdo, está com Bolsonaro. O MBL, que ensaiou voo solo, vem manobrando o leme gradualmente para aderir à onda Bolsonaro.

Além dessa preferência por Bolsonaro entre os movimentos cívicos, há uma imensa massa de cidadãos comuns cuja mobilização espontânea vai muito além do alcance desses movimentos organizados. Por fim, no entorno desses, há o predominante sentimento antipetista que hoje, se constitui no “maior partido” do Brasil. Eis a locomotiva e seus vagões.

Todas as condições estão dadas, portanto, para que a onda Bolsonaro que todos os institutos de pesquisa estão apontando se encontre com esse sentimento dominante formando o amálgama da vitória eleitoral amparada na maioria.

O que é necessário para que esse movimento se complete e concretize?

1 – Que Bolsonaro acerte seu posicionamento estratégico para o próximo período. Sua liderança mudou de estatura. É hora de mostrar-se estadista e assumir desde já a postura de um virtual presidente eleito de todos os brasileiros. Espírito elevado, liderança responsável e agregadora, serenidade e sabedoria. O trabalho começa botando ordem na casa e enquadrando os grupos políticos que formam os núcleos centrais que o apoiam. Família e amigos próximos e fiéis; a direção do PSL; os militares. Bolsonaro já está fazendo isso.

2 – Convocar suas bases sociais às ruas em mobilizações pacíficas, permanentes, constantes e crescentes até a boca da urna. Já há no Facebook a convocação de uma mobilização nacional de rua para o dia 30/09. Se essa mobilização assumir os contornos das manifestações do impeachment de Dilma, como movimentos da cidadania pela mudança do Brasil e não como comícios eleitorais, serão o fermento da vitória nas urnas dia 7/10.

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Cientista Político e Produtor de cinema e vídeo.