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TEMER FEZ UM STRIKE NO PSDB

TEMER FEZ UM STRIKE NO PSDB

Por Paulo G. M. de Moura – Cientista Político

Os comentaristas do óbvio da imprensa brasileira passaram o dia falando da destituição de Tasso Jereissati da presidência do PSDB como resultado de uma ação de Aécio Neves. Sim, Aécio moveu as pedras no tabuleiro, mas, o grande protagonista dessa que é uma das mais geniais jogadas da política brasileira recente é Michel Temer.

Entrando na reta final do mandato, para o qual estabeleceu a meta de passar para a história como o presidente que recolocou o pais nos trilhos, Temer queimou muito cacife e amargou enorme desgaste para se livrar da tentativa de Rodrigo Janot; JBS e Globo (faltou alguém?) de forçá-lo a uma renúncia a partir de denúncias mal fundamentadas e contaminadas pela conduta suspeita do ex-Procurador Marcelo Miller.

Temer pagou caro, venceu a parada, recompôs as tropas, calibrou a estratégia e partiu para o ataque. Primeiro movimento, anunciou a reforma ministerial somente para abril atiçando as hienas da sua base sobre a carniça dos tucanos que desejam desembarcar do governo. Com isso, criou o ambiente ideal para negociar a mudança imediata do ministério nas seguintes bases: ok, entrego os ministérios tucanos se vocês me derem alguma Reforma da Previdência.

Passo seguinte, partiu para cima do PSDB. No ninho tucano tinha créditos a receber de Aécio Neves, cujo mandato foi salvo com ajuda do Planalto.

Fora do cargo de presidente do PSDB e em fim de mandato; denunciado como Serra e Aloysio Nunes e ladeado por Temer e seu núcleo duro na esperança de escapar da Lava jato, o senador mineiro vislumbrava a senhora de preto aproximando-se com o gadanho à mão. Sem o controle do partido e fora do governo, na véspera de 2018, Aécio terminaria 2018 politicamente morto. Detendo cargos no governo e como presidente do PSDB até dezembro, Aécio pode interferir na escolha do sucessor, influenciar o rumo do partido na eleição e tentar ganhar sobrevida e tempo.

Ao defenestrar Jereissati da presidência interina do partido e retomar seu controle, Aécio inverteu internamente a tendência crescente de desembarque do governo patrocinada pelo ex-presidente FHC e inverteu posições, colocando seus algozes na sinuca. Às portas de 2018 a ala FHC corre o risco de ficar sem o controle do PSDB e seus tucanos sem cargos no governo do qual defendem o desembarque, embora sem deixar de apoiar as reformas de Temer que coincidem com a agenda tucana.

Ora, deve ter pensado Temer, se esses tucanos ingratos votam as reformas mesmo fora do governo e querem desembarcar, que se vão! Se Aécio e sua turma querem votar as reformas e ficar no governo que fiquem. E sobram alguns ministérios para recompensar os aliados fiéis que me ajudaram a salvar o mandato. Óbvio.

Mas, os desdobramentos da jogada são muito mais interessantes e não se limitam a essas evidências que nenhum comentarista político da imprensa é capaz de ver. Está nascendo uma aliança de centro para as eleições de 2018. Uma aliança entre PMDB, PSDB e PSD já está sendo articulada por Serra em SP, envolvendo uma equação ainda em aberto, mas, que envolve Skaf e Kassab na eleição para o Governo e o Senado.

E quem seria o candidato a presidente? Doria pelo PSDB. Ou tem outra explicação para o apoio do prefeito paulistano, que a imprensa dá como morto, para essa jogada? Assim como mineiro que come quieto, Doria inverteu as posições e botou Alkmin numa sinuca jogando parado, ao melhor estilo do governador paulista.

E agora FHC? E agora Alkmin? Vão sair do PSDB em janeiro de 2018?

E agora Luciano Huck?

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Cientista Político e Produtor de cinema e vídeo.